Direção
Dizer assim, que escreva. Vá!
Alguém ao lado pede uma história, tem muitas, aquela de outro dia, do desencontro do que pensavam.
Um achava que estava em paz, a outra que era um abandono certeiro a falta de resposta.
Perguntei, gaguejou em palavras e logo de primeira, responde com uma pergunta.
Não quer dizer que não quer.
Por tantas coisas.
"Ter que" alguma coisa que já não resta mais energia.
Por começar tudo de novo e isso complicaria tudo. Todo o marasmo, complicaria.
Seria preciso um movimento, a musculatura tímida ainda, freada, temerosa saindo do lugar, gritaria.
Ia doer, dor daquela de quem acha que nunca se acostumaria à audácia.
Mas sabe, se ela entra, já tinha um lugar pra ficar.
Se transformar o desejo em algo que possa ser uma palavra, iria até o fim dela, seria: irrecuperável.
Faça força para aquietar o que lateja, as vozes, elas dizem. Enquanto toda a cidade urra.
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